Bragança: “Queremos ser campeões”

 

O Rio Ave Futebol Clube está representado por duas equipas em Benjamins Sub-11 na série 10 do Campeonato Distrital de F7. 

A equipa “A” ocupa o segundo posto da classificação, tendo, em onze jogos, conhecido somente uma vez o sabor da derrota. Os trinte pontos conquistados até ao momento refletem o bom trabalho que tem vindo a ser realizado por jogadores e equipa técnica.

O conjunto “B” está no sétimo lugar da tabela classificativa e conta com um total de dezassete pontos obtidos nos mesmos onze jogos disputados.

Prestes a concluir a primeira volta da prova, Eduardo Bragança, treinador dos Benjamins, mostra-se satisfeito com a prestação da sua equipa e acredita ser possível chegar ao objetivo principal da época: o título de campeão.  

O técnico rioavista falou ainda, em entrevista ao site oficial, da particularidade de ambas as equipas competirem na mesma série e explicou o trabalho de base que tem vindo a ser efetuado na formação do Rio Ave FC.

RAFC: Qual a constituição base da equipa de Benjamins Sub-11?
Bragança: Os jogadores na sua maioria derivam da equipa de Benjamins Sub-10 treinada pelo João Carneiro. No fundo refiro-me a jogadores oriundos da nossa Escola de Futebol. Recebemos ainda três jogadores de fora que fomos incorporando na equipa.

RAFC: Quais foram os primeiros objectivos de trabalho com os jogadores?
Bragança: A época foi preparada do mesmo modo que a transacta, ou seja, quisemos primeiro conhecer os miúdos para depois trabalhá-los do jeito que já haviam aprendido nos Sub-10. O mais importante é colocar os atletas a jogar com a bola no pé, tentar que troquem bem a bola. Nestas idades precisam de ter posse de bola. O que nos é pedido é que os miúdos aprendam a ter uma boa relação com a bola.

RAFC: Trabalho crucial na evolução como jogadores…
Bragança: Sem dúvida. Se nestes escalões os jogadores criarem uma boa relação com a bola ficam mais próximo de terem sucesso no futuro. Em outras etapas terão a base para aprender e trabalhar outros factores do jogo. Nos escalões inferiores o mais importante é mesmo ter bola no pé.

RAFC: A formação do Rio Ave FC já está a usufruir do trabalho de base?
Bragança: Sim, creio que já acontece e vai acontecer cada vez mais. Um dos casos é o dos Infantis que estão em primeiro lugar. Com mais uma equipa a competir em Benjamins Sub-11 criamos um leque alargado de possibilidades de formar jogadores. Antes tínhamos cerca de vinte jogadores a treinar mas depois no momento de competir ficavam muito atletas de fora.

RAFC: A competição acarreta uma maior evolução?
Bragança: Ao criarmos uma equipa “B” vamos ter mais atletas a competir e desta forma o treinador dos Infantis vai ter mais elementos para observar. Com todo este trabalho a nossa formação vai ser cada vez melhor e vão aparecer mais jogadores de valor. Obviamente os frutos só serão vistos daqui por três a quatro anos quando estes miúdos jogarem nos iniciados ou juvenis. Só agora começaram a ter competição, os resultados também só vão surgir em massa mais tarde.

RAFC: Como se chega definitivamente à decisão de criar uma segunda equipa de competição em Sub-11?
Bragança: O próprio Rio Ave FC sentiu essa necessidade uma vez que a Escola de Futebol tem cada vez mais crianças e havia poucos lugares para competir. Não era possível inscrever trinta miúdos e depois deixar sempre dezoito de fora da convocatória, não faz sentido. Felizmente a nossa Direção foi sensível e percebeu que era algo de muito relevo para assegurar o futuro.

RAFC: A equipa “B” serve de base da “A” ou seguem outra estrutura?
Bragança: O regulamento tem um entrave: os jogadores da “A” só podem jogar pela “A” e os da “B” só pela “B”. Não podemos jogar com as opções das duas equipas, no entanto, estamos a fazer o nosso melhor e os jogadores estão a gostar do trabalho que tem vindo a ser cumprido. Os pais também estão a reagir muito bem pois vêem os filhos deles sempre em competição. O Rio Ave FC fica a ganhar imenso com este procedimento.

RAFC: A época tem sido positiva? Os resultados estão de acordo com as expectativas iniciais?
Bragança: Nós queremos sempre ganhar. Fomos campeões na época passada e queremos voltar a conquistar o mesmo título. Com os Sub-10 a competir temos jogadores como caso do Alexandre que já foi campeão em 2011 e pode repetir o feito esta época. Antigamente os jogadores chegavam ao Rio Ave FC com 13/14 anos mas sem qualquer formação anterior. Os meus jogadores sabem desde cedo estar em campo pois chegam ao escalão já com muitos jogos. Há bagagem e desaparecem cedo os receios de competir.

RAFC: É preciso igualmente lidar com as especificidades da idade…
Bragança: Sim, sem dúvida. Falamos de crianças e por isso cometem erros, é natural. A verdade é que existe muito valor na nossa equipa. O fato de existirem outros clubes a cobiçar atletas nossos é mais um sinal desse fato. Há muita qualidade e vai haver cada vez mais.

RAFC: Como avalia a série na qual o nosso Clube está inserido?
Bragança: A distância não é grande entre nós, o Leixões, que é líder, e as restantes equipas, mas julgo que a condição física é diferente. O nosso grupo de trabalho treina bastante, fato que tem sido possível pela existência de mais um campo sintético.

RAFC: É fácil motivar os jogadores para jogos com adversário teoricamente mais acessíveis?
Bragança: Nestas idades é muito fácil. Os miúdos querem jogar. Se quando acaba um jogo lhes der novamente a bola, eles vão continuar a jogar, é certo (risos). O difícil é mesmo colocá-los a fazer o que pretendemos, perdem-se com alguma facilidade. Estamos cada vez mais a entender o Futebol de Sete, e quando isso acontece os jogadores têm menos dificuldade e os resultados surgem rapidamente. No início sentimos algumas dificuldades, mas agora estamos bem e preparados para lutar pelo título de campeões. Queremos ser campeões, é a nossa meta.

RAFC:
O Leixões C é líder e impôs ao Rio Ave FC a única derrota em onze jogos. É o nosso principal adversário na luta pelo título?
Bragança: Tal como disse antes, não há grande diferença entre as equipas mas realmente o Leixões C é um excelente conjunto. Quando perdemos o jogo tínhamos apenas sete jogadores disponíveis e mesmo assim estivemos a vencer por 1-3. Como não podíamos fazer substituições, os jogadores ficaram cansados e acabamos por ceder o 4-3 já perto do final do jogo. Se continuarmos neste nível perspetivo que a receção ao Leixões C seja mesmo um grande jogo. Se vencermos ficaremos mais perto de ser campeões.

RAFC: Para terminar não poderíamos deixar de pedir um comentário ao fato das equipas de Sub-11 competirem na mesma série. Já tinha acontecido antes na carreira como treinador?
Bragança: (risos) Nunca tinha vivido nada parecido. No dia do jogo entre as duas equipas tudo foi estranho, até o momento da palestra no balneário. Eu e o Laurentino Teixeira, a quem tenho de agradecer toda a dedicação, trabalhamos sempre em conjunto, em sintonia, e neste jogo decidimos nem dar instruções, não fazia sentido. Acho mal que isto aconteça, deveriam estar em séries distintas, mas é este calendário e temos de cumprir.

Embarque Rumo À Vitória!